Parte das 1.350 escolas estaduais de Santa Catarina deve paralisar as atividades amanhã, no Dia de Mobilização Nacional pela Educação, organizada pelo Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
A paralisação será em todo o país e tem como objetivo pressionar para que o piso nacional seja pago por todos os estados.
O diretor estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC (Sinte), Luiz Carlos Vieira, afirma que a maioria das unidades da Grande Florianópolis vai parar. De acordo com ele, a adesão será forte também na região Oeste e alguns colégios do Sul, Norte e Vale do Itajaí sinalizaram que vão aderir. Para que o calendário escolar e os alunos não fiquem prejudicados com a paralisação, ficou acordado com a Secretaria de Estado da Educação que os professores poderiam paralisar amanhã, desde que repusessem as aulas perdidas.
– Com a reposição, nenhum trabalhador terá o salário descontado – afirma Vieira.
Em Brasília, 41 entidades filiadas à CNTE estarão concentradas. A programação inclui ato em frente ao Congresso Nacional, reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad, visitas aos gabinetes dos parlamentares e audiência pública na Câmara dos Deputados com o tema qualidade da educação.
O impasse
- Em julho de 2008, foi sancionada a lei que estipula piso nacional do magistério para o ensino básico. Os estados tiveram até 1º de janeiro de 2010 para reajustar o valor.
- O piso nacional ficou em R$ 950 para 40 horas semanais. O valor passou por reajuste em 2010 e chegou a R$ 1.024. Em 2011, foi atualizado para R$ 1.187.
- Santa Catarina e mais quatro estados – Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul – entraram, em julho de 2008, com uma ação questionando a constitucionalidade da lei.
- Os estados ganharam uma liminar no STF para não pagar o piso nacional. Pela decisão temporária, o piso poderia ser toda a remuneração e não apenas o salário base. Dessa forma,SC cumpria o piso, incluindo abonos que chegam a 40% sobre o salário, além dos R$ 200 do Prêmio Educar.
- Em 6 de abril, o STF julgou o mérito e mandou pagar o piso. O STF também votou sobre a hora-atividade. A regra estipula que um terço da carga horária seja para atividades extraclasse, como correções de provas, tarefas, trabalhos e preparação de aulas a serem ministradas.
101.5 FM - DIÁRIO CATARINENSE

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